Marcelo Dunlop é cronista, e já bebeu chope com Veríssimo, Tia Surica, Walter Alfaiate e Rickson Gracie, entre outros cobras.

Como o atacante iraquiano afundou o meu bolão

Copa do Mundo é uma época famosa por suas perguntas desconfortáveis, algumas sem resposta. Por que o craque perdeu o pênalti? Por que não chegamos de novo na final, e eles sim? E, mais importante: quem é “Balbina tia do Valtão”, que liderou por meses o bolão da família? Sou conhecido por delirar com placares vastos, ditos “bailarinos”, e com

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5 provas de que os botequins transformam o mundo, por Ruy Castro

Copa do Mundo é uma época e tanto, mas tem lá seus efeitos colaterais. Nesses tempos de eventos esportivos gigantes, o povo tem a estranha mania de escolher os bares pelas razões erradas.    – Partiu Bar do Cesinha? Petisco raiz, bom televisor…. E sem delay!   – Ô irmão… Já viu a altura dos garçons? Os caras passam na

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Cuide bem dos cozinheiros

A pensata surgiu ao ler “No turbilhão da galeria”, a novíssima antologia de crônicas do mestre Alvaro Costa e Silva, o popular Marechal. Estava relaxadão, me divertindo com a página 175, quando a tese me acertou com força, feito a maçã de Newton. Ao escrever sobre “A comadre Beth Carvalho”, Alvaro recupera a primeira vez que a cantora, a convite

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Uma visita ao Cemitério de Coquetéis Bem Brasileiros (C.C.B.B.)

Outro dia zarpei para a Tijuca, e saltei do táxi no século passado. O aniversariante era o Gabriel da Muda e o bar Miudinho, perto do Maracanã, estava apinhado de lendas vivas e amizades da antiga. Batuqueiros, compositoras, aquela nata da malandragem que conheço de outros carnavais. Tinha vagabundo até de Ilha Grande, avalie. Eu vinha do hospital, e não

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Como nasce o nome de um bloco de carnaval?

Sovaco do Cristo, Timoneiros da Viola e Papagaio Linguarudo. Cacique de Ramos, Virilha de Minhoca e Depois Te Explico. Quem For Corno Me Acompanhe, Simpatia É Quase Amor e Imprensa Que Eu Gamo. Quer Romance Compra um Livro, Bagunça Meu Coreto e o glorioso Eu Sou Eu, Jacaré é Bicho D’água. Difícil, difícil mesmo, é eleger o melhor nome de

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Walt Disney, Cartola e Paulo da Portela no bar do Nozinho

Valtinho Disney, quem diria, foi parar em Madureira. Nos tempos atuais, de camarotes requintados e alegorias supersônicas, soa até normal a presença do famoso cineasta numa escola de samba. Mas avalie isso em 1941, quando a Portela nem tinha uma quadra para chamar de sua. Pois aconteceu. Walt Disney estacionou na Estrada do Portela, feito Caetano no Leblon, abancou-se num

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O poder da criação

Nessa época de praias concorridas, em que o povo passa o dia contando gaivotas e boiando no mar, nem sempre a gente lembra como tudo começou.   A história, rezam as escrituras, é bem antiga.   Contam que Deus, no quinto dia de trabalho, decidiu criar então os peixes, as imensas baleias e todas as criaturas que vivem no oceano.

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Apenas uma crônica de corno

O bar, afinal, é lugar de corno? Calma, calma lá, não tome como indireta. A delicada questão me surgiu outro dia, quando escolhia a estação de rádio, e fui acertado no tímpano por um imortal sucesso de Reginaldo Rossi, cantor e compositor pernambucano expert em canções de desamor. Logo cocei a cabeça e comecei a refletir. O que faz tal

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Verissimo, o bar perfeito e a Sharon Stone

Luis Fernando Verissimo, certa noite, suspeitou que havia encontrado o bar perfeito. Eram idos de 1976, e o saudoso escritor viajava com a esposa Lúcia e amigos por Buenos Aires. Ao retornar, Verissimo descreveu o estabelecimento, numa de suas crônicas imortais: “Tinha uma porta pesada de pub inglês, lá dentro o chão atapetado, as paredes forradas de madeira, iluminação discreta

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Jaguar só bebia porque era líquido

Se o Brasil ficou mais pobre sem Jaguar, avalie o prejuízo dos botequins. Cartunista, escritor, editor do jornal mais engraçado da história do Brasil – “O Pasquim”, procurem saber, crianças – Jaguar foi nosso maior e mais longevo boêmio. Numa Olimpíadas de biriteiros, em disputa renhida com Mussum, Zeca Pagodinho e Vinicius de Moraes, Jaguar pegaria pódio, fácil. Numa copa do

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O que aprendemos com Arlindo Cruz nos botecos da vida

Cria do bairro de Piedade, Arlindo Domingos da Cruz Filho esbanjou no banjo para deixar saudade.  Músico, letrista, malandro à moda antiga e autor de dezenas de sambas-enredos, Arlindinho foi um dos grandes responsáveis por conduzir o pagode lá do fundo dos quintais para a frente dos holofotes e dos palcos iluminados.   Para lidar com os refletores, mantinha sempre à

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Torresmos, moelas e os petiscos cariocas de Moacyr Luz

Sempre que amigos do Pará, Portugal ou Piracicaba brotam no Rio de Janeiro, meu Whats pisca: alguma dica? Qual a boa da semana? Olá, que tal trocar seu filtro, Sr. Dupol? Bem, volta e meia rola um spam. Costumo, para não errar, sugerir um esquema clássico, aquele 4-4-2 sem firula. De dia, praia em Ipanema e passeio pela Folha Seca

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Frases perfeitas para a mesa do bar

Você chegou cedo para a reunião com a turma, o povo atrasou e o único no bar é aquela fera caladona, com quem você parece ter pouco ou nada em comum. Você tenta de tudo. Já falou da chuva, de futebol, e agora apelou para um papo sobre óculos, sobre a Lady Gaga, e meu deus, sobre os óculos da

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Houve uma vez dois parabéns

Quem nunca celebrou seu aniversário com os amigos no bar? O cardeal Ratzinger, talvez. Já o resto da humanidade há de concordar: soprar as velinhas na mesa do botequim é garantia de diversão e histórias para contar. Esteja certo, no entanto, que por mais que sua sogrona pinte o sete, ou que seu primo cabeludo enfie a conta na boca

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O perfil do fundador 

Ao longo dos anos 1980, a jornalista Bety Orsini e outras craques da apuração divertiam os leitores com a coluna “Perfil do consumidor”, publicada no “Jornal do Brasil” nos fins de semana.   Tratava-se de um bate-papo ágil e divertido – por isso conhecido como entrevista pingue-pongue – onde celebridades rebatiam perguntas diretas e, muitas vezes, irreverentes. Ficou famosa a resposta

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A enfermeira Anna Ramirez indica um bom botequim de hora em hora

Verissimo nos ensina que “não há nada de errado com o mundo, ele só é muito mal frequentado.” Curiosamente, com os pé-sujos se dá o oposto. Podem ser péssimos, mas no fim são muito bem frequentados, nem que sejam pelos amigos da gente, aquela cambada. Na terra do cronista, Porto Alegre, existia o bar do Ari, com seu balcão e

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O maior “chatólogo” do Brasil

Antonio Carlos Brasileiro de Almeida Jobim teria celebrado seus 98 aninhos no dia 25 de janeiro, e nem parece que cantou para subir lá em 1994. Nos palcos, livrarias e canais de filmes, Tom Jobim segue vivo e encantador, nos abanando com seu eterno chapéu panamá. Nos cinemas, “Elis & Tom, só tinha de ser com você” só foi menos

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O homem que abriu um bar no céu

    Paulo Mendes Campos, poeta e torcedor do Botafogo (não necessariamente nesta ordem) entrou no bar e olhou para cima. O proprietário decorava o estabelecimento, colando rótulos de uísque no teto. O Paulinho, rápido: – É… Cada Michelangelo tem a Capela Sistina que merece. Era um sábado de 1983, e o bar era o Le Coin. Não me perguntem

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